
Pedro Grohmann:
compositor

o artista
Praticante de piano e violão desde muito jovem,
Pedro Grohmann desenvolveu o interesse pela
arte musical por influência de seus pais e sob a inspiração de
histórias sobre rodas de violão, serenatas, festivais e carnavais
- experiências vivenciadas por seus antepassados em uma
elegante, efervescente e romântica Campinas de antigamente.
Em São Paulo Capital, no retiro de uma quitinete da Alameda Santos
- momento em que se formava também o bacharel em Direito sob a
tradição das Arcadas do Largo de São Francisco -,
ali eram arriscadas as primeiras composições,
ali se questionava e se investigava sobre quais seriam
os truques por trás da magia, da ilusão,
da patologia, do encantamento,
da feitiçaria, do poder
da música.
galeria
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trajetória
Sua paixão pelo cultivo da música como processo criativo
tem origem nas raízes familiares. Enquanto seu avô paterno
Fernando Grohmann conciliava as atividades de professor e
compositor de hinos estudantis, o avô materno Jacintho Signorelli
transitava entre o escritório de contabilidade e as
animadas noites de boemia e cantoria de
tradicionais e românticas canções italianas.
Seus pais, Fernando José e Maria Raquel, frequentavam a
comunidade de jovens da igreja do Botafogo, em Campinas,
e ali se conheceram tocando e cantando em missas,
rodas, saraus, serenatas e festivais.
Como fruto dessa genealogia repleta de talento,
arriscou-se em suas primeiras obras autorais
seguindo o exemplo de alguns familiares compositores.
Além dos já citados "Vô Fernando" e a mamãe Maria Raquel,
também integram o seu repertório de referências o
tio Carlito Signorelli - que falecera tragicamente com
apenas 20 anos de idade, muitos anos antes do
nascimento de Pedro, mas deixando vivas algumas
belíssimas composições no legado cultural da famiglia
- e a tia Sílvia Signorelli - que atualmente
vem se dedicando à produção de suas obras
em parceria com intérpretes.
As canções deixadas pelo "Tio Carlito" merecem
destaque como gatilhos do fascínio de Pedro Grohmann
pelo universo da produção musical.
Com apenas 14 anos de idade, participou da gravação dos
singles Nunca é tarde e Eu vejo você, de Carlito Signorelli.
A obra, resultado da reunião de sua famiglia em um
estúdio de Campinas, contou com a direção do
produtor e multi-instrumentista Gustavo Roriz, e tinha por
objetivo a participação no Festival da Música Brasileira
realizado pela Rede Globo em 2000.
As influências e preferências musicais de Pedro Grohmann
tiveram suas estruturas moldadas e lapidadas também
nas aulas de piano e violão, desde a tenra infância.
Como aluno dos mestres Neusa Sartori, Marco Ferrari,
Janice Pezoa e Eliete Signorelli, foi direcionando
seus estudos ao nicho popular, com maior embasamento
em estilos como samba, choro, bossa, baião, forró e pop rock, e
movimentos como a Bossa Nova, o Tropicalismo e a MPB.
De 2000 a 2002, atuou como violonista no grupo de música da
igreja Cristo Rei, do Jardim Chapadão, em Campinas.
Em meados de 2002, a convite de seu amigo Rafa Portuga,
subiu pela primeira vez em um palco de festival de bandas,
promovido pelo Colégio São José, da mesma cidade -
alcançando o 2º lugar na classificação final do evento.
De 2003 a 2007, quando cursava a Faculdade de Direito
do Largo de São Francisco (USP), no Centro Histórico da
Capital paulista, somou a sua voz de baixo-barítono
às outras centenas que compõem o prestigiadíssimo
CoralUSP - o Coral da Universidade de São Paulo.
Como integrante do Grupo XI de Agosto, sob a regência
do Maestro Eduardo Fernandes, participou de inúmeros
concertos e festivais de canto coral, em espaços como
o Theatro Municipal e o Centro Cultural São Paulo.
A par disso, na formação plenária do mesmo coro,
participou, nos Estúdios da Rede Globo em São Paulo, da
gravação de Dr. Jeckle and Hyde Park (de Carnaby Street Pop
Orchestra And Choir), tema de abertura do Esporte Espetacular,
em comemoração dos 30 anos do programa televisivo.
Também participou da execução de Carmina Burana -
Cantiones profanae cantoribus et choris cantandae
(de Carl Orff), em concerto orquestrado realizado no
Auditório Simón Bolívar do Memorial da América Latina,
sob a regência do aclamado Maestro Benito Juarez.
A conciliação dos estudos de Direito com o cultivo da arte
também ocorria em outras frentes. O artista em formação,
ainda no período de vivência universitária,
frequentava eventos do Clube Caiubi de Compositores e
fazia ensaios e apresentações em outros espaços da noite
paulistana, tendo participado de algumas edições do
FEMA - o Festival de Música das Arcadas, concurso promovido
anualmente pelo tradicional Centro Acadêmico XI de Agosto.
Em 2005, formou a banda Ruy & os Barbosinhas, que
se destacou no contexto do festival apresentando um
repertório de MPB e Pop Rock nacional. A formação do sexteto,
findo em 2006, contava com Pedro no teclado, violão e voz,
e o calouro Guilherme Souza na bateria, violão e voz.
O estreitamento da amizade e da parceria musical com o
baterista-violonista-barítono-calouro-e-compositor Guilherme
os conduziu à iniciativa de apresentar,
nas edições de 2007 e 2008,
o repertório conjunto do duo de compositores de música brasileira.
Com essa proposta exclusivamente autoral e,
neste aspecto, pioneira no contexto do festival,
a dupla Guilherme & Pedro conquistou vaga
na Etapa Final do FEMA/2007, defendendo
Menina da Casa 8, um samba de Pedro Grohmann -
na bem-produzida noite musical realizada no
antigo e descolado Club Hotel Cambridge.
Além disso, no mesmo ano, a dupla atendeu ao convite
para executar uma homenagem musical na
Colação de Grau Festiva da Turma 176 da Faculdade de Direito,
tendo apresentado o Xote do Calouro (de Pedro Grohmann) e
as tradicionais Trovas Acadêmicas (incluindo algumas do
poeta Paulo Bomfim, membro da Academia Paulista de Letras
e antigo aluno das Arcadas).
Na mesma época, ambos integraram, a convite de
Thiago Ermel e Danilo Cymrot, a divertidíssima
e performática banda Cama de Madame, que excitava
o fã-clube de acadêmicos franciscanos com um
inspirado e excêntrico repertório de músicas dos
nichos brega, romântico, sertanejo e Anos 90.
O grupo participou das Finais do FEMA de 2007 e
2008 (neste caso, em superprodução realizada no
místico Teatro Mars) e, também, fez animados shows em
casas noturnas, bares e outros festivais da cena paulistana.
Nos anos que se seguiram à graduação em Direito,
e paralelamente ao progresso de sua carreira jurídica
como servidor concursado do Poder Judiciário,
Pedro Grohmann seguiu desenvolvendo suas composições
e sua sensibilidade musical - agregando a tais elementos os
estudos nas áreas de produção artística independente,
marketing digital, divulgação musical e lançamento de produtos.
Em 2017, foi selecionado para apresentar a canção
Calados Passos (coautoria com Guilherme Souza)
na Mostra de Talentos da 1ª Semana do Servidor do
Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas),
concurso cultural que contou com excelente estrutura e
visibilidade no contexto da instituição.
Em 2018, reuniu-se com o amigo das Arcadas e
principal parceiro musical para a gravação de
Se quisesse estar - canção composta por Guilherme Souza
com o intuito de homenagear a sua noiva Mari
e exibida, em primeira mão e de surpresa,
na noite de 15 de setembro, durante o evento de
casamento no qual Pedro e sua esposa Sarah
figuravam como padrinhos. A gravação, concretizada
no formato de videoclipe, foi realizada no estúdio
Cajueiro Áudio (Campinas), sob a direção do
produtor Mauricio Cajueiro, e contou com o talento
de Albano Sales (arranjo e piano), Daniel Gohn (bateria),
Marcelo Cruz (contrabaixo), Bruno Mothe (violão e guitarra)
e Tiago "Jords MC" / JS Films (vídeo).
O lançamento comercial do videoclipe de
Se quisesse estar está previsto para o 2º semestre de 2019.
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Em parceria com o cantor, compositor e amigo
Guilherme Souza, Pedro Grohmann vem se dedicando ao projeto de produção e divulgação
do repertório do duo de artistas, com previsão de lançamento no 2º semestre de 2019.
Além disso, foi convidado para atuar como intérprete em 2 singles de autoria de sua mãe, a compositora Maria Raquel - Canção para Felipe
e Flores Roubadas, com previsão de lançamento também em 2019.
No dia a dia, vem conciliando o aprofundamento na arte musical com suas atividades como servidor do Poder Judiciário, permitindo que essas e outras vertentes de sua vocação criem desdobramentos
de modo a completar e enriquecer umas às outras.





